[ALESP] Audiência debate extensão da CPTM até Campinas.

Postado em: 22-04-2012 por:cptmcampinas | Visitas: 1.407 | Comentários:0

0

A extensão das linhas de trem da CPTM, interligando Jundiaí a Campinas, foi tema da audiência promovida pela Frente Parlamentar de Logística realizada nesta quarta-feira, 18/4, na Assembleia Legislativa. Pedro Bigardi (PCdoB), coordenador da frente, destacou várias vantagens dessa pretendida extensão.

Nesse trecho, segundo o parlamentar, só há transporte de cargas, mas a demanda de passageiros é grande. Além de trabalhadores e estudantes, Bigardi salienta que essa extensão poderia explorar até o turismo na região, que tem o Circuito das Frutas e também valioso patrimônio histórico.
“Esse projeto é importante e viável financeiramente, pois já há uma rede viária no local. As estações, embora precisem de reformulações, também já existem”, argumenta o coordenador.

Gerson Bittencourt (PT) também se posicionou favorável ao projeto. Elogiando o movimento articulado do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias Paulistas (Sindpaulista) pela extensão, ele afirmou que “a frente tem a responsabilidade de trazer para o debate político a mobilidade urbana, sobretudo o transporte coletivo”.

O parlamentar aponta falta de investimento no sistema metroferroviário, o que tem gerado, segundo ele, problemas diários nesse sistema. Bittencourt ressalvou que esse projeto não se contrapõe ao trem de alta velocidade previsto para interligar o Estado de São Paulo – com saída de Campinas, ao Rio de Janeiro. “São públicos, características e valores diferentes”, analisou.

População e vereadores das cidades de Valinhos, Vinhedo, Louveira e Campinas participaram da audiência pública, que também contou com vários integrantes do Sindpaulista. A vereadora de Jundiaí Ana Tonelli lamentou o fato de os governantes de décadas atrás terem privilegiado o setor automobilístico e o sistema rodoviário em detrimento do ferroviário, “sucateando a ferrovia paulista”. Benassi, vereador de Campinas, também elogiou o “espírito público efetivo” desse movimento.

Ao final, os integrantes da mesa composta assinaram documento elaborado com propostas levantadas nas seis audiências públicas realizadas e que serão apresentadas ao Executivo estadual, que já se comprometeu, motivado por esse movimento, a estudar o projeto.

 

Fonte: al.sp.gov.br

Deixe seu comentário

Inline